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quarta-feira, 21 de março de 2012

+INFINITA+Indica | Filme: 'Se Enlouquecer não se apaixone'

Estava eu, despretensiosamente, fazendo alguns trabalhos que nunca acabam e decidi assistir um filme.
Eis que me deparo com 'Se Enlouquecer não se apaixone', de cara fui procurar saber do que se tratava (não ía ser nada legal somar meus problemas de bloquei criativo e um filme ruim), eis que surge dois nomes que me deixaram intrigado: 
Zach Galifianakis e Emma Roberts, o primeiro eterno fanfarão do 'Se Beber Não Case'.
Aí pensei: 'Lá vem uma daquelas comédias de Hollywood. É o que tem?! Então vamos nessa!', e permaneci vendo o filme que tem uma história mais ou menos assim:

O filme conta a história de Craig (interpretado por Keir Gilchrist, que também interpreta o filho da Toni Collette em United States of Tara) um jovem de 16 anos que não consegue lidar com a pressão da adolescência/começo da fase adulta e entra em depressão. Tudo se une contra ele:  a ausência de relação com seus pais e sua irmã mais nova, os problemas do mundo, toda a cobrança na escolha e aprovação na faculdade, sua reputação com os amigos e o que mais lhe incomoda, o amor platônico pela namorada do melhor amigo. Decidido a se livrar de todos os problemas de uma vez, Craig decide tentar o suicídio, mas é interrompido por sua família. Desesperado por ajuda, vai até a emergência do hospital de seu bairro e o médico decide o internar na ala psiquiátrica durante cinco dias. Lá ele tem de reavaliar o que é realmente importante na sua vida e decidir se ele deseja mesmo morrer – ou viver. 
Bem, o que ninguém me disse era que eu estaria redondamente enganado.
Apesar da pouca idade de Craig, a trama vai se traduzindo em questões bem universais, como a rejeição, a indiferença, o pensamento egoísta.

E, dessa forma, com sutil leveza o enredo nos leva à uma linda jornada de auto-descobrimento e identificação. Além da construção dos outros personagens que vão dando 'caldo' a toda a película.
Talvez, como em 'CASHBACK' (joga no google) alguns vão achar, de forma pessimista, o roteiro mais 'infatilizado', ou qualquer coisa do tipo.
Bem, na Minha humilde visão, o filme consegue retratar as angústias do ser humano de forma lúcida, eufemista e por vezes engraçada. Com um roteiro bem arranjado e nuances bem experimentais na forma como conduz a narrativa bem como na montagem não muito pragmática.
Por fim, espero que vocês possam se emocionar com as possibilidades que esse filme pode proporcionar durante as mais de uma hora de duração e, com certa certeza, após, numa reflexão sobre vida e suas presente e futuras desencadeações.
'Se você não está ocupado nascendo, está ocupado morrendo'












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