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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Storrytelling x Storylying: mentira tem perna curta?


As novas formas de comunicação exigem mais do que uma simples proposição de venda. O ‘compre já’ deixou de ser um apelo eficiente e até desgastado. O famoso ‘clichê de venda’ não atrai tanta atenção como agora. Mas dá pra resolver isso? Dá.

Quem não gosta de escutar uma boa história?

Pensando nisso, as marcas estão cada vez mais se apropriando de um processo complexo e bem eficaz de aproximação com seus públicos: storytelling.
Contar histórias. Esse é o princípio básico desse processo. Mas não se chegou a essa conclusão de forma rápida. Algumas pessoas já tentaram qualificar esse processo,

‘Storytelling pode ser definido de várias maneiras, mas a que importa nesse caso é que se trata de uma poderosa ferramenta para compartilhar conhecimento, utilizada pelo Homem muito antes do que qualquer mídia social. Para ser mais exato, há algo em torno de 30 a 100 mil anos, quando acredita-se que o Homo Sapiens Sapiens desenvolveu a linguagem.’ Quem disse isso foi o Bruno Scartozzoni,um dos grandes especialistas na área.

Outro cara, o Mauro Pereira de Melo, direto de uma agência que se especializou nessa área, diz o seguinte: ‘O processo de storytelling obedece a algumas fases. Primeiro, a sabedoria de saber ouvir o cliente e outros eventuais atores do processo. Depois passa-se a aprender sobre o negócio e descobrir a sua história (ou outras histórias a serem contadas). O próximo passo é explorar essas histórias, suas variações e implicações para criar conceitos, campanhas e peças que possam encantar o consumidor final.’

Só pra deixar tudo mais didático, o storytelling segue um ciclo bem simples:
# Despertar a sua curiosidade (impacto incital).
# Prender a sua atenção (ganchos e clímax).
# Criar empatia (desafios, e pontos de virada).
# Ajudar a tomar uma decisão (desfecho).

Isso tudo reforçando a personalidade e valores da marca de forma clara e objetiva. claro, migues.

Algumas empresas já fizeram bem isso: Nike, com o clipe 'I Would Run To You' é um bom exemplo: Amor, música e corrida. Uma história crível que poderia ser contada de várias maneiras e com o mote e produto da Nike na mesma proposição de venda.



Outras, talvez nem tanto, como a Gelato Dilleto e a tradição de seu Avó italiano que fazia sorvetes artesanais, história essa que nunca existiu. Segundo Leandro Scabin, um dos sócios da empresa, “A empresa não teria crescido tanto sem a história do avô e o conceito visual que construí­mos.'


Mas até que ponto estamos pronto para aceitar a publicidade e suas complexas histórias sendo verdadeiras ou não. Até onde o fantasioso, 'fake' e o storytelling vão conseguir êxito numa sociedade que anda querendo relações mais estreitas e transparentes com suas marcas?
Eis a questão.

Uma mentirinha boba?

Quem lembra do case ‘meu amor perdido na balada’ da marca Nokia?
Um rapaz, perde o grande amor da sua vida numa balada. Faz um vídeo querendo saber sobre ela. Esse viraliza, as pessoas se comovem. se engajam... alguns dias depois... tudo fake. A nova câmera do Nokia 808 Pure View encontrou a guria. WTF?! Não tinha como não se sentir enganado depois dessa. E foi exatamente o que aconteceu: PROCON e CONAR acionados por muitos consumidores. Foi treta.




Mas, veja bem, essa danada dessa história nos faz lembrar da marca. Que bad.
Mas isso é cientificamente comprovado: o psicólogo Jerome Brumer descobriu que um fato tem 20 vezes mais chance de ser lembrado se estiver ancorado em uma história. Ou seja, a gente prefere ser induzido à compra através de histórias do que através de mensagens de compra 'varejão'.
Quer dizer que queremos ser iludidos? Talvez sim, talvez não. Eu mesmo não.
O caso Nokia é um bom exemplo que às vezes falar a verdade é o caminho mais sustentável para as empresas. Essas mensagens falsianes falsas já possuem um nome não oficial chamado storylying que é um neologismo não oficial mas que veio em defesa da verdade e dos bons costumes.
Enfim, o que se espera é que menos casos assim sejam usados pra criar um sentimento de ilusão que não consegue se manter por muito tempo. O que prova que o ditado popular: 'mentira tem perna curta' também é válido para a comunicação em tempos de politicamente correto, em que a verdade convence mais do que um mentira bem construída.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

+PUBLICIDADE | Politicamente Incorreto

Existiu um tempo em que a publicidade foi um palco 'politicamente incorreto', onde a sociedade civil organizada não era esclarecida e articulada como hoje, o que fomentou um série de anúncios que seriam banidos em nossos tempos, com certeza.
Entre os temas, está o sexismo, o racismo e até a utilização de crianças de forma violável.
Bem, selecionamos algumas delas pra você ter uma ideia do que não fazer no ano de 2014.
rarara (piada pronta)













quinta-feira, 29 de novembro de 2012

+PUBLICIDADE | Criatividade lá em baixo.

Que as novas mídias vem tomando o lugar de outras mais tradicionais -em muitos momentos- isso não é novidade para ninguém. O fato é que a cada dia os criativos tiram ideias cada vez mais interessantes da 'cachola' e põem em prática uma das publicidade mais legais e inusitadas.
A AdFloor(ou adesivagem promocional), é aquele tipo de publicidade com característica de promoção, de guerrilha mesmo, e é cada vez mais usada. E não somente em paredes ou até mesmo no chão, mas também em elevadores, janelas, lixeiros entre outros.
Além de ser um formato não convencional, promove uma interação bem interessante, promovendo uma eficácia quase instantânea da mensagem em relação ao público alvo.
Entretanto, é necessário um conhecimento do local de aplicação como também da disponibilidade técnica e jurídica do local em que será aplicado.
Uma ótima ideia para sair do convencionalismo das mídias offline, sem deixar a mensagem defasada ou ineficiente.

#OLHAê.









segunda-feira, 29 de outubro de 2012

+DESIGN | Além das páginas.

Nota: Hoje é dia nacional do livro e nós, do Infinita Idea, trouxemos um post bem especial:
o artista de hoje cria, a partir de livros/enciclopédias antigos, verdadeiras obras de arte.

O artista alemão Alexander Korzer-Robinson  passou quase um ano desenvolvendo uma técnica para transformar livros antigos em obras de arte, cortando página por página para formar uma escultura em 3D. Ele recorta o contorno de algumas ilustrações e remove outras, formando sua composição usando apenas imagens contidas no volume em que está trabalhando.
"Eu passo muito tempo em sebos e antiquários procurando livros que me inspirem. Sempre que viajo, tento descobrir onde ficam as lojas de livros usados", disse Korzer-Robinson à BBC Brasil.
Utilizando-se de camadas e figuras próprias desses livros, o artista, através da técnica da Collage (próximo post do +DESIGN) conduz o expectador a uma visão complexa acerca daquele ambiente. Ele recorta o contorno de algumas ilustrações e remove outras, formando sua composição usando apenas imagens contidas no volume em que está trabalhando.
É como ele fizesse um ambiente propício ao 'turbilhão' de conhecimento proposto por uma enciclopédia.

"Esses livros, que perderam sua utilidade com a passagem do tempo, ganham um novo propósito. Eles não são mais ferramentas de aprendizado sobre o mundo, mas uma maneira de se conhecer a si mesmo. Uma enciclopédia pode se transformar em uma janela para um mundo alternativo, da mesma forma em que a realidade vivida se transforma quando vira uma experiência lembrada", diz ele.

#Olhaê




















sexta-feira, 5 de outubro de 2012

+PUBLICIDADE | Fuja do Clichê

Uma frase recorrente no meio acadêmico (e também em muitas agências de publicidade) é o temido 'Clichê'. Mas o que danado é isso? Clichê é toda mensagem propositalmente construída e repetida a fim de criar identificação rápida e segura ao interlocutor em relação ao que deseja ser passado.
Ou seja, é o comercial de margarina com família feliz/café da manhã; comercial de absorvente com líquido azul; cerveja com belas modelos e por aí vai.
Hoje veremos exemplos de como a publicidade pode (e deve) fugir desse arquétipo tão seguro, porém, pouco inovador.
Olhaê.

#01 Mc Donald's Vs Burguer King
Um garoto que sofre bullying em relação a sua comida resolve criar uma 'estratégia' para que isso não aconteça. Não é uma forma muito habitual (aqui no Brasil) de se destacar um produto em relação à concorrência.

#02 | Momento Delícia
Quando margarina é muito mais que família feliz e manhã ensolarada.
É brincar com o público-alvo em situações cotidianas.


#03 | Como vender um serviço de Lista telefônica?
Um garoto travesso e brincadeiras no mínimo macabras. Esses são os principais ingredientes para se tentar vender serviço de lista telefônica de forma humorada e bem impactante.


#04 | Usando os clichês a seu favor
Propaganda de carro é sempre muito parecida: locutor exaltando características do produto, estradas lindas... é com essa jogada que a Fiat promove seus carros nesse comercial.


#05 | Vamos falar de câncer de Mama?
Um assunto tão delicado poderia até ser resolvido de uma forma bem técnica, mas que tal brincar com o público alvo e usar modelos homens para falar sobre esse assunto? Crazy.


#06 | Se maquiar não dirija.
Como falar aos jovens britânicos que se maquiar ao volante pode causar acidentes graves? Pegue uma webcelebridade relacionada à maquiagens e afins, a ponha para explicar mais um de seus looks. O que vem depois é que impressiona...


#07 | Parecia comercial de margarina
O 'Fiat Grand Siena' cria um ambiente propício ao clichê e depois quebra a narrativa para enaltecer as qualidades do seu carro. Sensacional essa abordagem, por que quebra o raciocínio lógico do interlocutor e, ao mesmo tempo, promove uma maior retenção de atenção.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

+PUBLICIDADE | Vitrines. Ah, Vitrines...!

Data dos anos 90, mais precisamente 1934. Essas belezinhas tem origem da Alemanha (terra da Escola Bauhaus *.*).
Instalações impecáveis, cheia de detalhes e várias atribuições ligadas ao produto...
As vitrines são formas bem tradicionais de se mostrar um serviço.
Para a publicidade foi marcante com as Galeries na França do século XV, mas podemos dizer que só com o advento de novas formas de amostragem dos produtos/serviços que ela realmente 'tomou fôlego'.

Segundo Wikipédia:
Vitrinismo é uma das vertentes de merchandising e diz respeito as técnicas utilizadas na montagem de vitrines, a fim de obter os melhores resultados possíveis na exibição de produtos. Além de ser uma técnica muito utilizada em marketing, o vitrinismo também é considerado uma arte hermética.
Vitrines bem elaboradas são capazes de transmitir uma idéia ou até mesmo uma sensação ao possível cliente - valorizando os produtos expostos, criando imagens e aguçando os sentidos das pessoas que olham as vitrines.
O vitrinismo é mais popular do que geralmente se imagina. Tanto que existem profissionais especializados nas técnicas de vitrinismo: os vitrinistas.

#Olhaê